Os códigos de status HTTP são respostas enviadas pelo servidor que hospeda um site após receber uma solicitação de um cliente, como navegadores ou rastreadores, incluindo o Googlebot. Cada código representa um estado diferente da resposta, indicando sucesso, redirecionamento, erro do cliente ou do servidor.
Na prática, o Google considera conteúdos para indexação principalmente quando o código retornado está na faixa 2xx, que sinaliza sucesso. Já os códigos na faixa 4xx indicam erros do cliente e fazem com que as páginas sejam ignoradas para indexação ou removidas caso já estejam no índice. Códigos 3xx representam redirecionamentos, que o Googlebot segue, e códigos 5xx indicam erros de servidor que podem impactar o rastreamento.
| Código | Descrição e Impacto |
|---|---|
| 200 (success) | Indica que a página foi carregada com sucesso. O conteúdo é transmitido para a indexação, porém sua efetiva inclusão depende da qualidade e relevância do conteúdo. |
| 201 (created) | Também considerado sucesso, geralmente indica que a requisição resultou na criação de um recurso e é tratado de forma similar ao 200. |
| 202 (accepted) | Requisição aceita, mas o processamento pode ocorrer posteriormente. O Googlebot aguardará um tempo limitado para receber o conteúdo e decidir se indexa ou não. |
| 204 (no content) | Indica que a resposta foi bem sucedida, porém sem conteúdo algum. O Google pode considerar como "soft 404", sinalizando a ausência de conteúdo útil para indexação. |
| 301 (moved permanently) | Redirecionamento permanente. O Googlebot segue o redirecionamento, usando este código como um forte sinal para apontar a nova URL como canônica. Ideal para migração ou reorganização de URLs. |
| 302 (found) / 303 (see other) / 307 (temporary redirect) | Códigos de redirecionamento temporário. O Googlebot também segue, mas trata esse sinal como mais fraco em relação à canonização da URL destino. |
| 304 (not modified) | Indica que o recurso não foi modificado desde o último acesso. O Google utiliza esse código para evitar baixar novamente o conteúdo, podendo recalcular sinais da página. |
| 4xx (client errors) | Erros causados pelo cliente, indicam que o recurso não está disponível ou houve um problema na solicitação. URLs com esses códigos são desindexados ou não considerados para indexação. Exemplos comuns são 404 (não encontrado), 410 (removido), 403 (proibido) e 401 (não autorizado). |
| 429 (too many requests) | Indica muitas requisições ao servidor, sinalizando que ele pode estar sobrecarregado. O Googlebot trata este como erro de servidor e reduz a taxa de rastreamento. |
| 5xx (server errors) | Erros internos do servidor ou indisponibilidade temporária. O Googlebot desacelera o rastreamento, mantendo as URLs anteriormente indexadas, porém, se persistir, essas URLs podem ser removidas do índice. |
É importante usar corretamente os códigos, pois cada um tem um significado específico e influencia como o Googlebot interpreta seu site, afetando diretamente a indexação e o posicionamento nas buscas.
Um erro soft 404 ocorre quando uma página retorna um código de status 200 (success), indicando sucesso, mas o conteúdo sugere que a página não existe, seja por estar vazia ou exibir uma mensagem de erro. Isso gera confusão tanto para usuários quanto para mecanismos de pesquisa, que acabam não indexando essas páginas.
Exemplos comuns de soft 404 incluem páginas com conteúdos mínimos, páginas internas de resultados de busca vazios, problemas com arquivos JavaScript ausentes que impedem carregamento correto e erros graves exibidos ao usuário sem a devida resposta HTTP.
O Search Console identifica e gera alertas sobre esses erros para que sejam corrigidos.
Uma boa página 404 personalizada não deve ser indexada, mas deve oferecer uma experiência amigável e útil ao usuário, provendo navegação clara, links para conteúdo relacionado e opções para reportar problemas.
Erros de rede e de DNS impactam negativamente e rapidamente a presença dos URLs na Pesquisa Google, pois impedem o acesso do Googlebot ao servidor onde o site está hospedado. São tratados da mesma forma que erros de servidor 5xx, causando restrição na taxa de rastreamento e eventual remoção das páginas do índice.
Quando ocorrem erros de rede, como tempo limite ou redefinição da conexão, o Google entendeu que o servidor está sobrecarregado ou indisponível. Não recebendo conteúdo, o Google não consegue indexar as páginas.
Problemas de DNS indicam que o domínio pode estar mal configurado, impossibilitando o Googlebot de resolver qual IP deve acessar, resultando na queda do rastreamento.
Manter um bom estado dos servidores e configuração adequada dos códigos HTTP e infraestrutura de rede é crucial para a indexação eficiente e a boa experiência do usuário. Códigos incorretos podem impedir que o Google compreenda seu site, causando perda de tráfego e posicionamento.
Monitorar a performance dos códigos de status através do Google Search Console fornece insights valiosos para detectar erros, desde soft 404 até problemas de rede e DNS. Corrigir esses erros ajuda a garantir que as páginas certas estejam acessíveis para rastreamento, indexação e ranqueamento adequado nas buscas.
Trabalhar de perto com equipes técnicas e provedores de hospedagem para evitar indisponibilidades, garantir que redirecionamentos estejam corretos e construir páginas de erro amigáveis beneficia tanto quanto a estratégia tradicional de SEO focada em conteúdo e autoridade.
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