Em um mundo cada vez mais globalizado, é comum que sites possuam múltiplas versões de uma mesma página, voltadas para diferentes idiomas ou regiões. Essas versões localizadas garantem que os usuários recebam conteúdo relevante e adaptado às suas preferências linguísticas e culturais.
Informar o Google sobre essas versões é fundamental para que o mecanismo de busca direcione os usuários à versão correta da página, melhorando a experiência de navegação e aumentando a relevância do seu conteúdo nos resultados de pesquisa.
Ao não sinalizar corretamente essas versões, o Google pode confundir as páginas como duplicadas ou errar ao exibir o conteúdo para o público-alvo, afetando diretamente o SEO.
Existem diversos cenários em que é recomendável apontar para versões alternativas de sua página:
Mesmo que o Google possa, às vezes, identificar versões alternativas por conta própria, torná-las explícitas por meio de métodos adequados traz mais controle e melhora o direcionamento correto.
O Google reconhece e analisa três métodos principais para identificar versões localizadas das suas páginas. São eles:
Os três métodos são equivalentes para o Google; a escolha depende da conveniência e da estrutura do seu site.
Embora seja possível usar todos simultaneamente, isso pode complicar a gestão sem oferecer benefícios adicionais para o SEO.
Para informar ao Google sobre idiomas e regiões de versões alternativas, utiliza-se o atributo hreflang. Ele é aplicado para indicar que várias URLs são variações localizadas da mesma página.
Importante destacar que o Google não usa o atributo lang ou as tags HTML hreflang para identificar o idioma, baseando-se, na maior parte das vezes, em algoritmos próprios. Contudo, essas indicações explicitam a relação entre as versões e evitam confusões.
Para sites principalmente baseados em HTML, o método mais utilizado é inserir no <head> da página vários elementos <link> com o atributo rel="alternate" e o valor correto no atributo hreflang.
Todos os links alternativos de uma página devem ser listados, inclusive a própria URL da página. Assim, se uma página possui versões em inglês, alemão e francês, o cabeçalho HTML de cada uma deve conter links para as três versões.
Considere uma empresa fictícia que possui versões da mesma página para falantes de inglês nos EUA, Reino Unido e Alemanha. O exemplo a seguir demonstra o conjunto de tags <link> que deve estar no <head> das páginas:
Este método é especialmente útil para arquivos não HTML, como PDFs, onde inserir tags HTML não é possível.
Os servidores enviam um cabeçalho HTTP Link na resposta da requisição, contendo a lista das versões alternativas, cada uma com o atributo hreflang.
O cabeçalho deve possuir a seguinte estrutura:
Assim como nas tags HTML, mesmo o URL da própria página deve estar listado entre os links alternativos.
Para um arquivo PDF do mesmo documento em inglês, alemão suíço e alemão padrão, o cabeçalho retornado pelo servidor pode ser:
Outra forma eficiente e organizada de informar o Google sobre versões localizadas de suas páginas é por meio do sitemap XML. Essa abordagem é recomendada para sites maiores ou que preferem centralizar essa informação fora do código HTML.
Para cada URL, o sitemap deve conter entradas <url>, incluindo um elemento filho <loc> para o endereço da página e elementos <xhtml:link> para listar todas as páginas alternativas, inclusive a própria.
É necessário que o namespace XHTML esteja declarado no sitemap para que as tags <xhtml:link> sejam reconhecidas corretamente.
Uma página segmentada para falantes de inglês, alemão e alemão suíço, com URLs hospedados em domínios e subdomínios diferentes:
O atributo hreflang deve conter um código válido que identifica o idioma e opcionalmente a região da página alternativa. O formato é xx ou xx-YY, onde “xx” é o código do idioma ISO 639-1 e “YY” é o código regional ISO 3166-1 Alpha 2.
Por exemplo:
Vale lembrar que:
O valor x-default é um código reservado para indicar uma página padrão ou substituta para quando o idioma ou região do usuário não corresponderem a nenhum dos específicos listados.
Este valor é especialmente útil para:
Implementar o hreflang="x-default" auxilia o Google a direcionar corretamente o usuário para uma página que contenha opções de idioma ou conteúdo neutro.
Para evitar problemas e garantir que o Google entenda corretamente as versões localizadas das suas páginas, siga estas boas práticas:
Embora o Google não oferece ferramentas oficiais para validação de hreflang específico, existem opções de terceiros que podem facilitar a análise e correção de erros:
Essas ferramentas ajudam a detectar problemas comuns, tais como links de retorno ausentes, incompatibilidades nos códigos e erros na sintaxe, facilitando a manutenção e a qualidade da implementação.
Ao sinalizar corretamente as versões localizadas de suas páginas, você garante:
Sites internacionais ou multilíngues precisam tomar cuidado especial com a forma como apresentam suas versões localizadas para motores de busca como o Google. Informar corretamente as versões alternativas com o uso do hreflang — seja via tags HTML, cabeçalhos HTTP ou sitemaps — é uma prática essencial para garantir que seu público-alvo receba o conteúdo adequado.
Essa estratégia otimiza o SEO, melhora o posicionamento para mercados específicos e amplia o alcance global do seu site. Além disso, mantém o site organizado, evita penalidades por duplicidade e oferece uma navegação mais fluida para o usuário.
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